JORNAL DE VIANA

A realidade dos factos em Angola

Manuel Homem e as quatro batalhas para uma Luanda melhor II

By: Redacção

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Das quatro batalhas que o Governador da província de Luanda, Manuel Homem se propôs enfrentar para uma Luanda com meio ambiente saudável, vamos falar do PAL – Programa de Arborização de Luanda, uma das cidades com temperatura infernal na região austral do continente africano.

Tem uma população estimada de 9.700.000 habitantes, distribuídos aos 9 municípios nomeadamente Belas, Cacuaco, Cazenga, Icolo e Bengo, Luanda, Kilamba Kiaxi, Quiçama, Talatona e Viana, com a extensão territorial de 18.826 Km2. Clima tropical, com uma estação quente e húmida de Outubro a maio e uma estação fria e seca, o cacimbo, de junho a setembro.

Com a excepção dos municípios de Cacuaco, Viana, Belas, Icolo e Bengo e Quiçama com zonas de predominância rural, a zona considerável da cidade de Luanda e a cercania periurbana, confronta-se com a falta de espaços verdes constituídos por árvores capazes de oferecerem oxigénio necessário para o bem-estar ambiental dos luandenses.

O conflito armado dos últimos tempos que assolou a República de Angola quase 30 anos, empurrou para Luanda milhares de cidadãos deslocados do interior do país em busca de segurança, com todos os males que veio cercar a capital, cuja necessidade de abrigo desde então, abriu caminho para a criminosa desmatação de extensas zonas que continham frondosas árvores e gramados.

Hoje, o quadro ambiental do ponto de vista da arborização, vem requerendo com urgência uma intervenção através de um programa de repovoamento florestal para uma cidade capital que disponha de pulmão verde.

É, a partir  desse contexto ambiental a que Manuel Homem e sua incansável equipa de serviço se propuseram arregaçar as mangas para uma batalha que se chama PAL, programa de arborização de Luanda.

Trata-se de um desafio a não subestimar e a não ser visto como sendo da responsabilidade exclusiva do governador Manuel Homem e seu pelouro, mas de todas as forças vivas que Luanda alberga.

O PAL como tal, dado o seu impacto que isso possa vir criar na melhoria do meio ambiente nas zonas urbanas, vai carecer da mão de todas as pessoas de bem, ou mesmo do governo central através do ministério do ambiente, sendo imperioso a alocação de verbas exclusivamente direcionadas para a aquisição de equipamentos de produção e manutenção, ou seja, o programa em si deve ter um orçamento próprio para todos os encargos quer sejam administrativos como técnicos e despesas com pessoal.

Não é certo que uma verba que venha pendurada no orçamento do governo provincial de Luanda, cidade com milhões de habitantes, seja suficiente para a criação de condições ambientais com sistema de arborização impactante, sem que haja autonomia financeira do programa com necessidade de homens e meios técnicos para o concreto.

Ate porque seria para o Ministério do Ambiente de aplaudir a iniciativa do governo da província de Luanda que tem à cabeça um governador com veia criativa, cujo programa por si pensado, merece de todos o devido apoio.

Mas o problema ambiental na vertente arborização não deve apenas ser respondido com a plantação de árvores, mas julgamos que a jardinagem é uma das componentes agregadoras de valores, tanto para o paisagismo como a complementariedade no sistema de pulmão verde capaz de proporcionar oxigénio puro para os milhões de almas humanas que habitam Luanda.

Muito recentemente em entrevista na imprensa doméstica, o idealizador do PAL, Manuel Homem, garantiu que o governo de Luanda, pretende, com esse programa, plantar cerca de um milhão de árvores até 2027, o que expressa categoricamente a determinação de quem dá a provar sua resiliência e dotado de visão proativa.

É com esse tipo de quadros que o governo central deve sempre contar e mantê-los nas linhas dianteiras, porque na verdade nenhum combate se faz com soldados, sargentos e oficiais que não sugerem estratégias de ofensiva e ou defensiva, quer para manutenção das vitórias já alcançadas assim como para a conquistas de outras nos vários campos.

O PAL é de todos nós, é de todos luandenses, foi por isso que Manuel Homem sugere diariamente a cada cidadão residente na capital angolana, de que, LUANDA PRECISA DE TÍ!