JORNAL DE VIANA

A realidade dos factos em Angola

As quatro batalhas que Manuel Homem enfrenta “sozinho” I

By: Redacção

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“Pensólogo, ágil, corajoso e visionário”, Manuel Gomes da Conceição Homem, é o homem que conduz a máquina governativa de Luanda, sendo ele o pioneiro “órfão” de apoio institucional hierárquico, no enfrentamento de quatro batalhas que visam a defesa da imagem para uma Luanda isenta de poluição visual, de comércio desordenado, do trânsito desordenado, da vandalização dos bens públicos bem como da falta de arborização suficiente para o oxigênio que a capital de Angola almeja tanto.

Ao içar a bandeira do Programa de Reordenamento do Comércio face o “comércio desordenado” que se vem registando na província de Luanda nos últimos tempos, todos luandenses estavam na expectativa de que o jovem governador da capital do País teria apoio da estrutura central a julgar na empreitada tão colossal mas que, vencida a batalha, seria um ganho para todos, o que não se tem verificado na prática.

Lançado inicialmente sob a designação de “operação de combate à venda desordenada” no mês de Fevereiro de 2023, o agora chamado programa do Reordenamento do Comércio – PRC, teve o primeiro sucesso nos Municípios de Luanda, Cazenga e Viana, com a desativação de muitos focos de venda desordenada com destaque no perímetro do mercado do São Paulo, zona comercial do Hoji Ya Henda, avenida Comandante Fidel Castro, e tantos outros locais que em certo momento encheram de alegria toda a sociedade luandense.

É uma operação que desde o seu lançamento até os dias de hoje estão envolvidos unicamente, agentes da fiscalização com o suporte de efectivos da polícia nacional, ao invés de uma outra força expressamente criada para o efeito.

Tal como numa ofensiva militar, por mais que a tropa tenha poderio de atacar e tomar de assalto uma localidade estratégica ou mesmo um quartel, sem que haja um dispositivo de homens de ocupação e manutenção, de nada vale o esforço feito e as munições gastas.

Isso é o que se vê com a batalha do reordenamento do comércio numa província capital do país com uma população estimada em 9 milhões de habitantes quase 75 por cento dos quais enfrentados por um violento custo de vida. Na procura de pão de cada dia, a alternativa de um emprego institucional, é o comércio de diversos produtos na zunga e nos mercados, cujas mulheres constituem a maior parte do exército de vendedeiras ambulantes vulgo zungueiras.

A verdade que se pode pronunciar em todas as línguas é que o programa de reordenamento do comércio não está a ser fácil para o Governador Manuel Homem e seus administradores que se mostram bastante empenhados mas que, não tem bastado, tudo porque falta mais contribuições e até mesmo um apoio que não seria apenas institucional mas, material e financeiro, o que viria a ser considerar-se um projecto abraçado por todos da base ao topo.

O que se assiste é que o governador Manuel Homem está a travar uma batalha contra um exército de luandenses impelidos para tudo que é canto de Luanda por força da fome, mas que a força de ganhar alguma coisa ao longo do dia é cada vez mais fermentante. Desde o início dessa batalha tão legítima para a reposição da legalidade e o resgate de uma imagem dígna de uma capital de um país que se chama Angola, cujas vitórias nos vários sectores, requerem várias formas de as consolidar e preservá-las.

Seria de todo agrado, vermos o governo central dar a cara a este programa de reordenamento do  comércio sobretudo na província de Luanda, onde residem o Presidente da República, seus auxiliares, Deputados e tantos outros segmentos que concorrem na articulação governativa que visa estabelecer a ordem e bem-estar social dos cidadãos.

A criação de um instrumento temporário de ordem provincial que visa enfrentar esse fenómeno seria muito importante, com o recrutamento de homens e meios, assim como com um financiamento propriamente definido. O que não se quer pôr em conta é o facto de que a Fiscalização tem a sua tarefa específica, de tal maneira que quando os agentes de fiscalização estão ocupados no reordenamento do comércio, na rectaguarda vão surgindo outras situações decorrentes de actos de contraordenações nas várias práticas de pessoas singulares e até mesmo colectivas na prossecução de certos interesses.

O governo central deveria se orgulhar pelo facto de ter um governador que para além de ser jovem, mas é um quadro moldado de ideias construtivas, com uma veia criativa, sobretudo pela sua entrega nas acções que concorrem para a restauração da ordem em tudo que faz emergir a organização aí onde está em falta.

No dia que cessará a sua comissão de serviço como governador de Luanda, Manuel Homem e todos aqueles que o aprovam como um patriota um quadro experimentado e criativo, se orgulhará de ter sido o grande promotor que esteve na genes do surgimento dos Programas de Reordenamento do Comércio – PRC, Ordenamento do Trânsito – POT, Protecção de Bens Públicos – PPBP e o Programa de Arborização de Luanda – PAL, que certamente darão certo, quando conhecer o apoio de todos sobretudo da estrutura governativa central.